21 de set de 2010

21 de setembro- Dia Mundial da Doença de Alzheimer “Conhecer para se prevenir e melhor tratar”

Hoje, dia 21 de setembro, é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

É momento em que todos os países estão divulgando a doença, para informar cada vez mais pessoas sobre o que é, como se prevenir e como tratar o familiar com a Doença de Alzheimer.

E o Brasil não poderia ficar fora desta, a ABRAZ (Associação Brasileira da Doença de Alzheimer) fez um vídeo para falar da importância de se procurar ajuda o quanto antes, além de fazer palestras em cada uma de suas regionais.

Quem tiver mais interesse pode acessar: http://www.abraz.com.br/

Veja o vídeo abaixo!!!



E para saber mais sobre o que é a doença, selecionei algumas perguntas:

1-O que é a Doença de Alzheimer?

É uma doença neurodegenerativa que leva a alterações progressivas da memória, do comportamento e da funcionalidade, representando um declínio do estado geral da pessoa, dificultando a realização das atividades diárias. Hoje ainda não existe cura para a doença, mas tem como o paciente viver melhor. “Há sempre o que fazer”.

2-Qual é a causa?

Ocorre morte celular por depósitos de proteínas metabolizadas anormalmente (Betamilóide); Inicia-se pelo hipocampo (região responsável por acionar a memória) e depois vai progredindo para outras áreas.

3-Quais são os sintomas?

-Ocorre prejuízo da cognição, comportamento e função. A cognição compreende: memória, atenção, julgamento, concentração, abstração, imaginação, capacidade executiva e planejamento. E o início da doença se dá pelo comprometimento da memória;

Alguns sintomas freqüentes:
-Empobrecimento ou diminuição do julgamento crítico;
-Problemas em manter o controle do pensamento e de ações;
-Perda de objetos e coisas;
-Mudanças no humor e no comportamento;
-Mudanças na personalidade;
-Perda da iniciativa.

4-Quais são os fatores de risco?

-Fatores que não podem ser modificáveis: idade, sexo feminino, hereditariedade (S. de Down);
-Fatores que podem ser modificáveis: tratamento da hipertensão, dislipidemias (aumento dos lipídeos-colesterol-, diabetes, sedentarismo, obesidade, isolamento social, depressão, baixa escolaridade, traumatismos cranianos;

5-Quem pode ter a doença?

-Esporádica: 95% dos casos, geralmente após os 60 anos;
-Familiar: 5% dos casos, com transmissão hereditária, geralmente antes dos 60 anos;
-Fatores facilitadores do aparecimento da doença: Idade; Hereditariedade; Queixas de memória repetidas, percebidas ou não; Alterações de comportamento (humor); Medo desproporcional; Isolamento social; falta de envolvimento com a vida (depressão pode aumentar as chances de desenvolver a doença).

6-Como se prevenir?

-escolaridade elevada (conceito da Reserva Cognitiva);
-utilização contínua da própria intelectualidade, exercitar o cérebro, estimular a cognição (atenção; memória; raciocínio; aprender coisas novas para fazer novas sinapses; fazer palavras cruzadas; ter o hábito da leitura, neuróbica, etc);
-atividade física regular ("Tudo que faz bem ao coração, faz bem ao cérebro");
-alimentação saudável;
-relacionamento equilibrado com as pessoas;
-ter amigos, ter uma vida social;
-pensar na velhice e se preparar para esta etapa da vida, mesmo sendo jovem.
-saber lidar com as perdas e mudanças na vida, desde jovem;

Obs: Hipótese da Drª Délia Goldfarb (USP e PUC-SP). Pesquisadora da área de Psicogerontologia;
-“Não aposentar-se”;
-Ter objetivos na vida, sejam de curto, médio ou longo prazo e que sejam realizáveis;

7-Quais os principais sintomas?

-1º Fase Inicial: dura de 2 a 3 anos, com sintomas vagos; memória alterada; desorientação quanto espaço e tempo; alterações da linguagem, aprendizado, concentração; depressão, ansiedade; perplexidade, hiperatividade, agitação, apatia, desinteresse.

-2º Fase Intermediária: dura de 3 a 5 anos; ocorre maior deterioração de memória; sintomas como- afasia, apraxia, agnosia; alterações no cálculo, julgamento, planejamento e abstração; emoções, personalidade e comportamento social progressivamente alterados; alterações de postura, marcha, tônus muscular, parkinsonismo;

-3º Fase Avançada: duração variável; funções mais gravemente comprometidas; sons estranhos, mutismo; ncontinência urinária e fecal; sintomas e sinais neurológicos grosseiros: rigidez, convulsões, tremores e movimentos involuntários; patia e prostração acentuadas, confinamento ao leito, incapacidade de expressão; posição fetal, escaras, estado vegetativo - óbito.

8-Como se faz o diagnóstico?

Por meio de: avaliação clínica e exames laboratoriais (hemograma completo, vitamina B12, ácido fólico entre outros) e exames de imagem (tomografia computadorizada de crânio e ressonância magnética).Atenção:o paciente deve realizar avaliação periódica de 3 a 6 meses.

9-Quem é o melhor profissional para tratar o paciente?

O médico (neurologista, psiquiatra ou geriatra), além de fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, enfim uma equipe multiprofissional, pois como o paciente tem muitos sintomas, cada um poderá ajudar em determinada fase e estágio da doença.

Observações importantes:

1-Com a evolução da doença, cada vez são mais curtos os períodos de lucidez do paciente e, possivelmente, a não percepção de seu estado. Por isto, em alguns casos não é indicado falar ao paciente sobre seu diagnóstico. “O diagnóstico da doença pode ser condenador”.

2-O profissional deve ficar muito atento a família e ao cuidador, eles precisam ter informações sobre a doença para cuidar melhor do paciente.

E hoje tive a oportunidade de dar uma entrevista na Rede Massa-Emissora do SBT, aqui de Foz do Iguaçu para falar sobre isto, foi muito bom ter conseguido informar as pessoas e finalizei a entrevista dizendo que: "Independente da fase em que o paciente se encontre, há sempre o que fazer”.

Um comentário:

Nathália disse...

Eiiii Cris, primeiro gostaria de parabenizá-la por este maravilhoso espaço sobre geriatria!!
Vc, como sempre, dedicada aos seus objetivos e sonhos! Muitas saudades de vc Professora! Na semana da fisio da São Camilo agente se encontra! Beijoks!!!